segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador



Olá leitor,

Esse é o primeiro post deste blog e por isso resolvi começar falando do filme Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger).

Minha escolha foi basicamente uma forma de agradecer indiretamente a Marvel Studios, pois foi durante a exibição dos créditos finais que decidi realizar em texto
, aquilo que tenho feito nos últimos 10 anos através de conversas informais, ou seja, analisar filmes não sob a ótica crítica acadêmica, mas com o ligeiro amparo de conhecimentos técnicos, enriquecidos pela opinião de um fã de música, cinema e quadrinhos.

Se você ainda não assistiu ao filme então volte depois, uma vez que esse post é 100% spoiler.


Capitão América é a peça final do quebra-cabeça criado pela Marvel Studios em 2008, a partir do filme Homem de Ferro. Juntamente de Tony Stark, Thor, Nick Fury, Viúva Negra, Hulk e Gavião Arqueiro, o herói Steve Rogers formará pela primeira vez no cinema a equipe Os Vingadores.

Confesso que eu estava muito receoso com o filme, principalmente com o fato de Chris Evans interpretar o protagonista. Afinal, quem não se lembra das suas atuações “Casanova sem mojo” nos filmes do Quarteto Fantástico?



Outro que me causava preocupação era o diretor Joe Johnston, que apesar de possuir bons filmes como Rocketeer e Jumanji no curriculum, vinha do recente fiasco O Lobisomem.

Preocupações à parte, lá fui eu com minha recém adquirida camiseta do Capitão América verificar se meus medos se tornariam realidade e felizmente as primeiras cenas tranqüilizaram meu espírito nerd.

Os primeiros minutos da obra são dedicados a contextualizar Steve Rogers como um franzino e doente homem, dotado de um espírito nobre, simples e incorruptível. A mesma tecnologia de O Curioso Caso de Benjamim Button aplicou o rosto de Evans a um corpo que em minha opinião, parece pertencer a um jovem magro e mais baixo. Diga-se de passagem, a técnica parece ter sido aprimorada, pois em momento algum a aparência do personagem deixa de ser crível. Os momentos onde ele mexe no próprio cabelo, veste uma camisa, ou o gigante capacete, certamente ganham a confiança do público.



Logo após passar pelo procedimento que o torna um super soldado, Evans nos agracia com uma atuação muito sóbria e fiel ao Capitão América dos quadrinhos. Em momento algum o ator fornece aquele sorrisinho de canto de boca cafajeste característico e para melhorar a situação, consegue manter a mesma expressão do antes e depois da transformação. Vale ressaltar que a mutação em si ficou muito bem resolvida e ao invés de gastar mais alguns milhares de dólares mostrando o personagem crescendo e se fortalecendo, a produção optou por algo mais simples como a transformação dentro de uma espécie de dama de ferro o que a propósito, tem tudo a ver com o clima de Segunda-Guerra Mundial do filme.

Como já comentado por outros veículos como o
Omelete, os alívios cômicos são ótimos e na dose certa. Tudo bem que ter um Tommy Lee Jones e o mestre Stan Lee ajuda muito, mas os roteiristas merecem todo crédito por acertarem naquilo que Thor deixou a desejar.

As motivações de Capitão América são bem estruturadas e graças a isso não vemos nenhuma mudança abrupta do comportamento de algum personagem. Nenhum Anakin se rendendo a Palpatine em questão de minutos e de joelhos implorando “Yes Master”.

O ótimo Hugo Weaving com sua “caveira vermelha” está ali para dominar o mundo por pura ganância pessoal, ao mesmo tempo em que Rogers está na guerra não para matar nazistas, mas sim, lutar contra aqueles que se dedicam à maldade humana. Mais um ponto para Christopher Markus e Stephen McFeely que conseguiram resolver a seguinte questão de roteiro: como justificar mais um herói americano salvando o mundo, em épocas onde os soldados americanos não são bem vistos por boa parte dele?

Sobre a versão em 3D do filme eu confesso que não posso tecer comentário algum, pois preferi ver o 2D normal. Atualmente defendo a opinião que para gastar em um ingresso mais caro, o filme precisa ser filmado em 3D estereoscópico como Avatar. Pagar para ver um filme convertido é sempre um risco, pois raros são os filmes que proporcionam alguma noção de profundidade.

Finalizando esse papo, Capitão América é como diria meu grande amigo e quadrinista
Eduardo Ferigato, “um ótimo filme até se ignorarmos o fato dele ter surgido dos quadrinhos”. A Marvel acertou a mão desta vez e fica agora a minha torcida para que Os Vingadores possa ao menos ficar no mesmo patamar.


Um abraço e até a próxima!

Cheers mates =)

5 comentários:

  1. Sem falar na "homenagem" que fizeram a "still animation" que era feita nas animacoes mostradas na TV. Naquela epoca, desenho animado na TV era como os quadrinhos, nao tinha todos os movimentos quadro a quadro que vemos hj. Tem uma cena do filme em que ele salta do tanque de guerra apos jogar uma granada dentro, q e exatamente como era no desenho "animado". Eu amei o filme e achei o Evans otimo no papel.

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  2. Que delícia de retomada! Ainda não vi o filme, mas também não atendi seu alerta para interromper a leitura do post nesta situação e não me arrependo! Tal como você, eu estava cautelosa sobre a película, mas agora estou bastante curiosa! Assistirei nesse finde e então comentarei com mais propriedade! De qualquer forma, parabéns pela iniciativa e que as dicas cinematográficas se multipliquem neste espaço!

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  3. Realmente, para um filme que era esperado ser o grande fracasso da Marvel em 2011 e que tem Chris Evans como protagonista, além da direção de Joe Johnston, foi uma grata surpresa de fato!
    Chris me surprendeu com sua atuação precisa e como disse meu caro amigo Elígio, sem a famosa canastrice, já característica de seus últimos trabalhos.
    O roteiro, que é uma fusão da origem do personagem e a versão ultimate, também foi um grande acerto.
    O que me deixou incomodado na verdade, é o fato de Bucky, Comando Selvagem e Arnim Zola, conhecidos personagens da hq, terem sido pouco aproveitados neste longa e também o fato de não terem detalhado o que aconteceu ao Caveira. Sei que, quadrinhos são sempre adaptados quando são levados para a tela grande e nunca agradam 100% aos fãs de verdade dos personagens , vide obras como Thor e Watchmen, dos mestres Zack Snyder e Kenneth Branagh, porém no caso dessa última incursão pré Vingadores, Joe Johnston fez seu trabalho da melhor forma possível, mesmo não sendo o melhor projeto da Marvel.
    De qualquer forma, Capitão América prova ser um ótimo filme, tendo se preocupado mais na trajetória do herói, do quem em apresentar cenas "Blockbuster" para atrair o público aleatório ao nosso mundo nerd.

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  4. Mestre do universo16 de agosto de 2011 21:30

    Para superar Watchmen, Sin City e 300, falta muito ainda pro Capitão!
    Thor, apesar de ser curto, foi mais "hq" que Capitão também!
    Parabéns pelo blog!

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  5. Eligio, legal o blog, vou procurar acompanhar, gosto de ler cometários sobre as versões cinematográficas dos quadrinhos. Aliás, sei que não é o tópico, mas já viu novo o trailer do Homem Aranha? Me pareceu que a Marvel quer concertar alguns erros do filme 1. Tomara que eles acertem o pé e nos tragam filmes cada vez melhores e mais fiéis aos quadrinhos clássicos! Torço para que Vingadores seja destruidor (não no sentido de tentarem mudar o rumo do que conhecemos nos quadrinhos)!
    Hail our nerd world!

    Ah sim, parabéns pelo blog!
    Abracetas Jedis!

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