terça-feira, 29 de maio de 2012

Documentário The Love We Make




Perto de completar minha primeira década de vida, eu descobri que por este mundo havia passado uma banda inglesa, infelizmente encerrada uma década antes do meu nascimento. Trocadilhos a parte, os “besouros” de Liverpool foram os responsáveis por abrir minhas portas da percepção para o mundo do rock n’ roll e depois de ganhar meu primeiro álbum - Please Please Me gravado em fita cassete e comprado por meu pai no extinto Mappin – não pude evitar que os Beatles passassem a ocupar um lugar especial no meu coração.

Dito isso, foi com grande alegria que aceitei a sugestão do grande Tony Monteiro em escrever sobre a lenda viva Paul McCartney, através do documentário The Love We Make de 2011.

Minhas primeiras impressões se prendem ao bom humor e simpatia que Paul demonstra durante seu “dia-a-dia” de gravações. Mesmo após anos de entrevistas ele continua cômico ao doar seu tempo para esse tipo de situação, além de bastante paciente e receptivo a solicitações de autógrafos, algo muito evidenciado no passeio pelas ruas de Nova Iorque.

 
Durante esta caminhada ocorre um fato inusitado que se torna praticamente um alívio cômico, onde um imigrante da República Dominicana pede para Paul autografar seu passaporte. Aliás, o filme é repleto destas cenas de cotidiano que reforçam a estética e enquadramento documental dos diretores Bradley Kaplan e Albert Maysles.

Por falar em estética, a opção por filmar em P&B cheio de ruídos, desfoques, zooms e câmera solta é bastante interessante, porém em momentos onde o filme se utiliza de material de entrevista fornecido pelos veículos midiáticos norte-americanos, ou então das filmagens oficiais do show final, essa interessante estética é agredida. Sei que a linguagem documental permite este tipo de montagem, mas em minha humilde opinião seria melhor manter a estética original o tempo todo, a cortar do documental para o material colorido captado por terceiros.


O segundo ato é um pouco arrastado, especialmente nas cenas em torno dos ensaios de Yesterday e a pré-produção do show The Concert for New York City, plot do documentário.

Já o terceiro e último ato mostra a influência que o ex beatle ainda exerce no mundo, uma vez que sua música Freedom encerra o show. Vale também lembrar as várias visitas de famosos ansiosos por trocar duas, ou três palavras com o músico. Talvez seja por isso que em meio ao seu discurso, Jim Carey tenha parafraseado uma canção de Paul dizendo que o amor que se recebe é igual ao amor que se doa - the love you take is equal to the love you make – de onde claramente surgiu o nome do filme em questão.

Em uma da entrevistas Paul afirma que é importante se manter "um homem do povo”, sem melindres em ser simpático e dar autógrafos, algo que segundo ele próprio, fez questão de ensinar a seus filhos. Alguns poderão afirmar que isso não passa de propaganda artística, mas eu prefiro acreditar que essa é uma das grandes virtudes deste típico inglês.

De maneira geral The Love We Make é uma sutil e bonita homenagem aos vários bombeiros mortos durante e após o 11 de Setembro. Homenagem essa que vai ao encontro da persona pacata e sensata deste filho de um ex-bombeiro, Sir Paul McCartney.


Um abraço e até a próxima =)

Texto de Eligio W. Junior. 

5 comentários:

  1. MAndando ver em Eligio... parabens! que tal um trabalho voluntario a mais? pense nisso... tenho ideias, mas nao tenho dinheiro!

    padre Evaldo

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  2. Muito bom! Parabéns! Só que eu ainda acho que esse não é o Paul original. Kkkkkkk

    Abraço
    Cristiano

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  3. Fala Bono,

    Parabéns pelo blog. Como já disse, alguns filmes eu só me interesso em assistir após ler algo sobre eles aqui.
    Vamos ver se vejo o do Sir. Paul.

    Abraço!

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  4. No Brasil você acha fácil para comprar e creio que também para assistir no NOW, para quem é cliente NET.
    Não tenho certeza se este título já chegou ao Netflix.
    Espero ter ajudado =)

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