sexta-feira, 25 de maio de 2012

Motoqueiro Fantasma - O Espírito da Vingança




Johnny Blaze está de volta e mais uma vez com Nicholas Cage e sua eterna saga por papéis duvidosos. Neste segundo filme da franquia o espírito da vingança retorna para mais uma viagem ao sobrenatural, mas desta vez disfarçada de road movie, no melhor estilo Easy Rider.
O longa é um produto da parceria entre Lionsgate, Marvel e Sony Pictures e foi rodado na Romênia, com um orçamento bem menor que o filme anterior, além de mais dublês e menos efeitos especiais. Talvez a limitação de verba tenha direcionado o plot da história, que trata da busca de Johnny Blaze pela salvação de sua alma na Europa e eliminação de Zarathos, o espírito da vingança, de sua vida.

É impressionante como o sobrinho de Francis Ford Coppola – vulgo Nic Cage – consegue ser ainda mais caricato que a performance de 2007, durante a transformação no motoqueiro infernal. Cage reconstrói sua personagem sob uma mistura de trejeitos Axl Rose, trabalhos vodus e chocalhos de cobras que agradam – pelo menos a este fã – e assustam ao mesmo tempo, algo que pode garantir sua permanência na franquia.
Roteiro enxuto, ação direta e atuações razoáveis, são as "armas"
dos alucinados diretores Mark Neveldine e Brian Taylor, famosos por filmarem longas de ação - como a série Adrenalina - pendurados por cabos, correndo, pulando, enfim, todo tipo de maluquice que geralmente sobra para os dublês. A este caldo foram incluídos Christopher "eterno Highlander" Lambert e Idris Elba, mais conhecido por seu papel como Heimdall no filme Thor de 2011.

Para os fãs dos quadrinhos, vale comentar sobre o padre bêbado – vivido por Idris - que procura o protagonista logo no primeiro ato, prometendo ajudá-lo desde que Blaze resgate a alma do ainda garoto Danny Ketch, também conhecido como o segundo motoqueiro fantasma da Marvel.

O espírito da vingança está longe de ser o melhor filme baseado em histórias em quadrinhos, mas nem por isso deixa de ser uma obra interessante e divertida pelo menos para os fãs, por mais que a sua execução não tenha passado de uma estratégia da Sony em não perder os direitos do personagem para a Marvel, caso demorasse muito para produzir mais um filme sobre o anti-herói.
Um abraço e até a próxima!

Texto de Alexandre Heilborn.

Um comentário:

  1. Sou suspeito pra dizer qualquer coisa sobre adaptações de hqs, mas estas duas últimas conversas foram um deleite para todos os Nerds que leem o blog e um prazer poder comentar sobre nossas experiências nerdistas!

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