terça-feira, 8 de maio de 2012

Os Vingadores - The Avengers



Por meses aguardei ansiosamente pelo filme que uniria as franquias Homem de Ferro, Capitão América, Thor e O Incrível Hulk.

Muitos críticos – e principalmente aqueles que nunca leram um quadrinho diferente de Turma da Mônica, ou Tex – certamente já condenam, ou ainda condenarão este filme alegando ser desnecessária uma produção que reesquenta os mesmos heróis já apresentados pelo estúdio, visando apenas lucro de bilheteria.

Para esses indico ao menos a leitura do encadernado Os Supremos (The Ultimates) de 2007. Já aqueles fãs das HQs - ou mesmo fãs dos filmes - certamente me entenderão quando digo que remar pelo mar de imagens promocionais, pequenos trechos do filme e spoillers divulgados por alguns veículos, cheguei ao grande auditório onde finalmente veria o sonho de todo fã dos gibis Marvel se tornar realidade.

O relógio mal registrava dez minutos do primeiro ato e meu comentário foi: "só isso já fez valer a pena o preço que paguei pelo ingresso!".

E esse foi o sentimento que permeou minha mente até o momento onde as luzes da sala acenderam. Uma mistura de êxtase e tranquilidade ainda me acompanham enquanto escrevo este texto, pois assisti ao filme que esperava ver. Uma história de ação muito bem dirigida e fundamentada em argumentos plausíveis, que pouco ferem o universo anteriormente estabelecido pelos mestres Stan Lee, Jack Kirb e Dick Ayers - criadores dos gibis Os Vingadores em 1963 – e que de forma muito criativa, liga todos os filmes anteriores.

O praticamente novato diretor de longas Joss Whedon prova porque foi escolhido pelos executivos dos Estúdios Marvel e entrega uma história onde seis notáveis personagens se unem de forma bastante convincente. Joss tinha nas mãos um grande problema a resolver, que era a criação de um argumento sensato e inteligente para unir tais personagens. Ao recorrer à fórmula “crises de egos x lutas internas x consciência de certo e errado” criada nos primeiros gibis da Marvel, o diretor consegue colocar na mesma ação heróis que ali chegaram por motivações próprias, sem subestimar a inteligência do espectador com argumentos “providenciais”.

As jornadas dos principais heróis foram também muito bem resolvidas neste filme!

O espectador já sabe que Steve Rogers é um herói por natureza e isso fica claro nos primeiros minutos de crise mundial estabelecida por Loki. Thor é o guardião da Terra e o desenvolvimento da sua personagem como salvador do planeta ocorreu em seu primeiro filme solo, independentemente do fraco argumento utilizado para tal. Restava então descobrirmos como um gênio fanfarrão e alcoólatra, e um cientista apavorado pelo seu alterego destruidor de cidades inteiras se tornariam heróis em pleno uso da palavra.


Whedon mais uma vez resolve o problema mostrando que Tony Stark precisa ter seu âmago abalado pela morte de alguém muito querido, que falece acreditando ser possível vencer o mal pela união do bem. Já Bruce Banner precisa de uma situação caótica para extravasar toda a raiva contida e controlada, se transformando assim em uma perfeita maquina de destruição do mal, sem perder a consciência do seu papel como "mocinho" e não vilão.


Alguns fãs mais radicais torcerão o nariz para pontos como a explicação da origem de Hulk - o soro de super soldado usando em Rogers misturado com raios gama, especialidade de Bane - que em minha opinião foi uma ótima solução para ligar as narrativas, mas a verdade é que o estúdio Marvel merece ser aplaudido de pé, por ter tido a coragem de gastar milhões de dólares em um longo planejamento, que culminou em um dos mais espetaculares e redondos filmes de ação da ultima década. Como disse Érico Borgo, Michael Bay deveria assistir Os Vingadores para aprender a maneira correta de fazer filmes de ação com conteúdo e sem exageros de efeitos especiais. Aliás, palmas à Weta Digital pelos belos aliens, naves e o tão aguardado porta-aviões aéreo da S.H.I.E.L.D.

Para encerrar, não posso deixar de comentar sobre os fantásticos alívios cômicos como a bordoada de Hulk em Thor após uma surra bem dada em alguns Chitauri, além da vã tentativa de Loki em envenenar o coração biônico de Stark.

Talvez a mensagem que podemos tirar de The Avengers é que no atual mundo de corrupção, violência, egoísmo e falta de amor, ainda necessitamos de heróis! Por mais ficcionais que sejam esses personagens da sétima arte, neles depositamos nossas esperanças ao longo de quase três horas. Vemos neles um modelo de bons homens, mesmo quando sua conduta não é de toda ética. Acredito que todos, de modo mais ou menos latente, ao assistir a este filme sairão das salas de cinema revivendo o sentimento leve e até ingênuo de nossas juventudes, dizendo em alta voz – ou para nós mesmos –“AVANTE VINGADORES!”.


Um abraço e até a próxima =)


Texto de Eligio W. Junior.
Revisão de Cassiana Fabbrini

3 comentários:

  1. Bono Vox, parabéns, você está detonando nos comentários hein ? Não estou conseguindo acompanhar todos, mas está show de bola !
    Vou ver se vejo este filme ! Valeu pelas dicas !
    Abraços, Mourão.

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  2. Melhor análise crítica de todas!Parabéns anak!!!

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