terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Besouro Verde – Como Não Fazer um Filme de Herói


Desde o ano passado eu sabia que The Green Hornet era um filme ruim e por isso não encontrei motivação para assisti-lo na época de sua estreia. Um ano se passou e infelizmente caiu em minhas mãos o bluray disc do filme e só então pude finalmente conferir que o projeto do ator, escritor e produtor Seth Rogen (Ligeiramente Grávidos) juntamente do excêntrico diretor Michel Gondry (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) só deveria ser chamado de filme, por respeito aos cento e vinte milhões de dólares gastos no projeto!
 
Sim, “o horror, o horror” e não estou falando de Apocalipse Now, mas sim, da melhor definição de um pseudo filme de herói totalmente inverossímil, de péssimo gosto, atuações patéticas, roteiro mais confuso que o julgamento do Mensalão e “defeitos” especiais sofríveis.
Confesso que durante a primeira hora de filme, busquei incessantemente por argumentos que me fizessem acreditar que aquilo havia sido propositalmente realizado para não ser levado a sério, ou então produzido como uma sátira a exemplo de Trovão Tropical que releu comicamente Platoon, ou mesmo Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python) que satirizou os filmes sobre a lenda do Rei Arthur.

Sou fã deste tipo de comédia inteligente e bem feita, mas para minha decepção e choque O Besouro Verde insistia em se afirmar como um filme sério. A partir daí comecei a me questionar como um estúdio pode despejar um caminhão de dinheiro em um filme tão horroroso? Como foi aceito um roteiro onde a motivação do protagonista em se tornar um vigilante é rasa igual a uma cova? Como Jay Chou é contratado para fazer as vezes do saudoso Bruce Lee, uma vez que ele mal fala inglês e atua tão bem como minha querida avozinha? E por fim, como, meu Deus, como Cameron Diaz aceitou passar por esse papelão, às vésperas de completar quarenta anos de idade! Seria esse papel um sinal de crise de meia idade?


Nem a aparição especial não creditada de James Franco ajuda e apenas três momentos são dignos de recordação, como a engraçada briga entre Britt (Rogen) e Kato (Chou); a primeira cena onde o jovem Britt brinca com seu boneco “voador” em uma clara alusão ao Superman; e finalmente um Christoph Waltz repensando seu papel de vilão ultrapassado Chudnofsky e transformando-se em Bloodnofsky, aquele que se veste de vermelho e usa o péssimo bordão “Seja pela minha máscara, ou seja, pelo meu sangue, vermelho será a última cor que você já viu”.

Como seria redundante continuar falando mal do filme, fica aqui a minha máxima NÃO RECOMENDAÇÃO em assistir a esse projeto de blockbuster! A não ser que um dia ele esteja passando no Telecine, com a sua sogra te visitando em casa e sua esposa querendo a TV para assistir novela =)
Um abraço e até a próxima!

Texto de Eligio W. Junior

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