quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Frank Castle: Uma saga frustrada para se tornar popular na tela grande


Baseado nos quadrinhos criados por Gerry Conway, Ross Andru e John Romita, Frank Castle apareceu pela primeira vez como coadjuvante em 1974, no gibi The Amazing Spider-Man nº 129.

Mais de uma década depois - mais especificamente em 1989 – a New Line em parceria com a Marvel Comics, que ainda não era um poderoso estúdio, convocou Dolph Lundgren para ser Castle, um ex-policial que vive nos esgotos e atua como juiz, júri e executor de criminosos da cidade, em retaliação pelos assassinatos impunes de sua esposa e filhos.


Esta versão do Justiceiro é muito diferente da filmada em 2004, sendo muito mais escura e incrivelmente mais fiel ao ritmo dos quadrinhos. Lundgren desempenhou bem o papel nesta primeira encarnação do personagem e foi muito mais imponente, com melhor presença física. Mesmo não sendo um grande ator - algo que o papel sinceramente não requisitava - ele desenvolveu seu Frank Castle de forma mais sombria - lembrando mais a versão Bruce Wayne da trilogia atual de Christopher Nolan – do que a atuação eficiente, mas nada fiel de Thomas Jane.

O fator que mais desagradou os fãs na época, além da falta de um vilão dos quadrinhos, foi a caveira não ter aparecido em seu colete ou camiseta. De qualquer forma, o filme se tornou uma das adaptações de HQS mais Cult e foi até melhor sucedida que a versão seguinte.

Já em 2004, a Marvel Studios dava seus primeiro passos para se tornar a força imponente que é hoje e seguindo a trilha de Demolidor de Mark Steven Johnson (com Ben Affleck e Jennifer Garner) e Homem- Aranha de Sam Raimi (com Tobey Maguire, Willem Dafoe, Kirsten Dunst e James Franco) trouxe novamente o policial Frank Castle, agora ex-militar dado como morto por criminosos, cuja família foi exterminada e após isso se torna o anti-herói conhecido como o Justiceiro.


Esta segunda versão definitivamente tinha a essência do torturado Frank, porém deixou a desejar no fator sombrio e violento mostrado antes. A atuação neste filme foi além do esperado e o trabalho de Thomas Jane foi bem recebido. John Travolta, apesar de um pouco irritante com seu vilão - que tentava ser sinistro, cruel e ao mesmo amoroso com sua família - conseguiu chamar a atenção da mídia para um filme de baixo orçamento, que se deu bem nas bilheterias do mundo todo. Um bom filme e não apenas uma adaptação de um super-herói como ventilava a crítica da época.


Quatro anos depois chega a aguardada sequência O Justiceiro: Em Zona de Guerra e a mesma novamente decepciona os fãs!

Jane abandonou o projeto por não aceitar as imposições do já gigante Marvel Studios e foi tentar viver Jonah Hex - aliás, um filme tão horroroso que sequer merece comentário. No seu lugar entrou Ray Stevenson (Roma e Thor) que persegue uma família da máfia e se vinga de todo mundo, exceto Billy Russoti o executor de crimes oficial da família italiana.


A violência "exagerada" e a encarnação inspirada pela The Punisher MAX Series - escrita por Garth Ennis - não foram bem aceitas pelo público e crítica, entretanto essa foi uma grande homenagem da jovem diretora e ex-campeã de caratê Lexi Alexander (Hooligans), ao famoso Justiceiro da The Punisher War Journal, além de também uma homenagem à versão de 1989.

Esta versão Frank Castle de Lexi beira a insanidade e isso se prova na sequência onde o “mocinho” entra em uma mansão e mata a todos com requintes de crueldade, no melhor estilo Jason ou Michael Myers, deixando a cereja do bolo – Russoti – fugir para um galpão até ser encontrado e atirado dentro de um triturador de garrafas. Russoti não morre e ali nasce o famoso vilão Retalho, ou Jigsaw no original, lembrando a origem do Coringa no Batman de Tim Burton em 1989. 


Infelizmente o filme se perde em uma salada absurda, com drama, comédia e muita falta de noção. Ainda sim ele é atualmente a melhor adaptação das três em minha opinião!


Hoje a Marvel está cogitando a realização de uma série televisiva que mostrará as aventuras do personagem mais justiceiro dos quadrinhos e caso esse projeto realmente ocorra, estaremos na torcida para que de uma vez por todas, os donos da casa de ideias retratem o Castle que todo fã há anos sonha em ver nas telas.


Um abraço e até mais!

Texto de: Alex Heilborn

Nenhum comentário:

Postar um comentário