quarta-feira, 20 de março de 2013

Meu Namorado é um Zumbi - George Romero faz escola para geração Crepusculo!


Apesar do título ridiculamente escolhido pela distribuidora nacional com foco no público adolescente (pensando nos órfãos franquia Crepúsculo), a adaptação do livro Warm Bodies, ou Sanque Quente como é conhecido pelos fãs no Brasil, é uma agradável decepção para seu o “público alvo”.

Digo agradável, pois o roteiro e o elenco muito bem selecionado apresentam uma história ficcional, com raízes nos grandes clássicos do gênero criados pelo mestre supremo de zumbis, o Sr. George Romero. Meu Namorado é um Zumbi encontrou espaço entre os fãs de romances adolescentes vividos por monstros, bem como entre os nerds old school.


Isaac Marion (autor do livro homônimo) e o diretor Jonathan Levine estrearam em Hollywood com um blockbuster competente, carregado de humor e emoção em um “mundo” onde mortos e vivos convivem desde a série de TV com sucesso absoluto The Walking Dead, às adaptações de jogos e remakes como Resident Evil , Eu Sou a Lenda, entre outros.

Hoje zumbis, ou mortos vivos, fazem parte da cultura pop mundial que já aprendeu a regra básica sobre isolar essas criaturas dos realmente vivos e exterminá-las sempre que encontradas, quando um futuro pós-apocalíptico bater à porta. Por tal razão o grande John Malkovich (Quero Ser John Malkovich) vive o general Grigio, líder dos últimos sobreviventes refugiados em uma parte da cidade, com o objetivo de proteger os demais dos seus entes familiares que se transformaram em criaturas sem cérebro, ou coração. Como em todos os roteiros do gênero, esses desumanos se alimentam, obviamente, daqueles que os caçam, independente de quem sejam.


A grande diferença, entretanto, vem do protagonista “R” (Nicholas Hoult, o Fera de X-Men Primeira Classe), que começa o longa narrando aos espectadores sua vida e a vida de seus parceiros dentro de um aeroporto, bem como sua amizade e falta de emoção em relação a seu melhor amigo, sua coleção de velharias nostálgicas, uma vitrola e alguns LPs.

Com uma trajetória contata a cada dia, somos aproximados do pobre zumbi e seu suposto amor pela filha do general, Julie (Teresa Palmer, O Aprendiz de Feiticeiro), nos fazendo acreditar que um morto vivo ainda pode amar e voltar a ser humano.

Apesar de interpretarem adolescentes ou quase adultos, o romance não incomoda e nos remete mais à relação de carinho entre Wall E e Eve (da excelente animação Wall-E de 2008), que aos protagonistas da péssima saga vampiresca teen.

Para coroar, foi uma ótima surpresa ouvir Bob Dylan e Guns n' Roses em um filme voltado à geração Apple, inclusive, motivo de uma das piadas do longa. Eis mais um incentivo ao público para assistir esta agradável fantasia, sem medos e receios.


Até a próxima!

Texto de Alex Heilborn

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