quinta-feira, 7 de março de 2013

RED – Aposentados e Perigosos


Assim que o filme terminou, a primeira coisa na qual eu pensei foi: “como é que eu deixei de ver isso no cinema???”

Por várias vezes estive na locadora de vídeo com o blu-ray de RED – Aposentados e Perigosos nas mãos, porém sem coragem de arriscar, pagar e alugar. Talvez porque eu imaginava que este seria outra história mediana, bem ao estilo de Os Mercenários de Silvester Stallone (ou simplesmente Sly para os amigos), onde um elenco de peso se junta para fazer um filme de ação tão forçado e de roteiro tão fraquinho, que acaba se tornando um Cult pelo simples fato daquele time realmente acreditar que fizera algo sério, digno de uma indicação diferente do Prêmio Framboesa de Ouro.

Não me entenda mal, pois eu me diverti horrores assistindo aos dois projetos de Stallone, mas como eu disse, os filmes passam de ação para comédia através da quantidade de explosões, mutilações, brigas desproporcionais e sangria bem gore, que inibe qualquer espectador de levá-los a sério.

Mas voltando à RED, tive uma grata surpresa ao assistir um filme inteligente, onde a ação nasce de motivação lógica e onde os momentos de alívios cômicos ocorrem não a partir de corpos explodindo de maneira caricata (o que também é legal quando bem feito), mas através dos ótimos diálogos e excelentes atuações das lendas Morgan Freeman (Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge), Bruce Willis (dos vários Duro de Matar), John Malkovich (Meu Namorado é um Zumbi) e Helen Mirren (A Rainha). Isso sem mencionar o luxuoso elenco coadjuvante formado por Mary-Louise Parker (O Assassinato de Jesse James pelo Covarde James Ford), Karl Urban (Star Trek), Brian Cox (A Supremacia Bourne), Ernest Borgnine (Meu Ódio Será Sua Herança) e Richard Dreyfuss (do belíssimo Always - Além da Eternidade).


Dirigido pelo praticamente novato Robert Schwentke (Plano de Vôo) e baseado no gibi criado pelo britânico Warren Ellis (publicado pela DC Comics), RED é garantia certa de diversão que não fere a intelectualidade do espectador, ao mesmo tempo em que se permite usar de algumas liberdades criativas, como explodir o projétil de uma bazuca com o projétil de um revólver, ou colocar um personagem tranquilamente assoviando em meio a um tiroteio de dar medo a qualquer “Capitão Nascimento”.


Foi realmente uma alegria dupla, pois além de assistir ao filme na semana em que a NET abriu os canais Telecine de graça, pude dar boas risadas e terminar ansioso pela continuação prevista para estrear em Agosto. Portanto, se você também demorou a curtir esse verdadeiro deleite, não pense mais e aproveite essas quase duas horas de um muito caricato Malkovich, que por si já vale o longa.


Um abraço e até a próxima conversa!


Texto de Eligio W. Junior

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